Devo me preocupar com a reforma trabalhista?

Muitas pessoas do meu meio de relacionamento estão me buscando para que eu opine a respeito da reforma trabalhista, e a minha resposta é padrão: ainda é cedo para isso!

Mas, antes mesmo de adentrar na seara jurídica da reforma trabalhista, posso opinar sob a ótica corporativa.

Precedente à minha carreira de advogado, atuei por quase 10 anos no mercado corporativo, sempre na área financeira/bancária, e essa experiência me dá bagagem para falar sobre a relação PATRÃO x EMPREGADO com um pouco de propriedade, já que comecei como estagiário e cheguei a ser Gerente de Operações numa grande empresa do mercado de cobrança nacional, com mais de 100 funcionários para gerir. 

Pois bem!

Se existe uma coisa que nunca mudou desde que entrei no mercado de trabalho, em 2003, foi a importância do bom profissional dentro das empresas, e esse profissional não está muito preocupado com a reforma trabalhista. O motivo é simples: mesmo em crise e com a aprovação dessa reforma, o profissional de ponta tem mercado e empregabilidade garantida.

É difícil de falar isso num cenário com  quase 15 milhões de desempregados, mas, pensem comigo: se você for abrir uma empresa, qual será seu objetivo? Lucro, correto? E como você pensa em alcançar e potencializar o lucro e o bom desempenho da sua empresa? Contratando bons profissionais, ou com profissionais baratos e desqualificados? Acredito que a resposta é um pouco óbvia…

O que mais vi nesses quase 10 anos de mercado corporativo foram os bons profissionais subindo de cargo e recebendo grandes bônus por metas batidas, além de serem assediados por outras empresas, e os gerentes e diretores se debatendo para conseguir cobrir a oferta e não perder o seu talento. Não me recordo de ver um profissional de ponta, peça fundamental da empresa, sofrer uma demissão injusta.

E isso não quer dizer que o profissional de ponta não sofre “agressões” aos seus direitos trabalhistas. Situação normal no mercado que vivi era não conseguir tirar o horário de almoço, ou almoçar em 15 minutos, pois a mesa estava abarrotada de trabalho; ou mesmo bater o ponto no horário correto e ficar na empresa mais 3 ou 4 horas trabalhando para entregar a meta e não gerar hora-extra para o empregador. 

Tudo isso poderia ser pleiteado numa eventual ação trabalhista, afinal, o profissional teve pouco tempo para almoçar; fez hora-extra sem receber as horas adicionais; reduziu suas férias pois não tinha ninguém bom o suficiente para substituí-lo…mas, adivinhem? O bom profissional, na maioria das vezes, não entra com reclamação trabalhista, pois ele sabe que foi essa dedicação dele que lhe gerou o reconhecimento e a valorização no mercado em que atua.

É bem verdade que existem empregadores ruins e que lesam, propositalmente, seus funcionários, e a justiça do trabalho continuará disponível para que os empregados busquem seus direitos, mas, um conselho que dou a todos os trabalhadores que estão se sentido lesados pela aprovação da reforma trabalhista: preocupem-se em se tornar um profissional de ponta e indispensável à empresa. Tenho a certeza que a reforma trabalhista não trará qualquer prejuízo na sua vida profissional.

E sobre a reforma propriamente dita, em agosto começarei a divulgar artigos e vídeos sobre as mudanças.

Até a próxima!

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